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07/02/2007

Capitulo 6

Boas e más noticiam. Comecemos pelas boas. Já andam a escavar para as fundações apesar da chuva e pensam ter a placa e os pilares prontos na segunda semana de Março. É nesta altura em que a empresa fornecedora da pedra poderá começar os trabalhos. Fomos falar com esta ultima hoje a dar-lhes “ordens” para começarem os trabalhos na fabrica para daqui a um mês já terem a pedra cortada e pronta a ser colocada.
Já telefonaram da Câmara Municipal para se ir pagar, depois irão fazer a ligação da água ao terreno, nem tudo está mau.
Passemos agora ás más noticias, telefonou-se para a EDP para saber do orçamento da baixada eléctrica, e para nosso espanto falta algo mais ou seja falta a interligação entre a caixa dos fusíveis (portinhola) e a caixa do contador, já chega de masoquismo, vou telefonar a um electricista e ele que vá tratar do assunto como deve ser pois já começo a perder as estribeiras e ainda não assentaram o primeiro tijolo (pedra).

06/02/2007

Opá!!


Existe uma palete de telha no terreno, será que o empreiteiro quer começar a obra pelo telhado...?
Pelo sim e pelo não vou-lhe telefonar...




Capitulo 5


Hoje dia 5, depois de promessas de começarem, na “próxima segunda feira”, isto à 3 semanas, se já se consegue ver algum movimento que não seja pássaros no terreno, já andam a marcar os sítios onde vão fazer as fundações, logo hoje que chove, com dias solarengos que tivemos nestas ultimas semanas.
O banco finalmente vai sair da toca e vai avaliar o dito terreno, que comecem a chegar os €€€€ que fazem falta, e logo que comecem a sério tem que se dar ordem ao fornecedor da Pedra para arrancar, pois levam cerca de um mês a cortarem a dita cuja. Em baixo deixo uma foto para ficarem com uma ideia da casa.


Capitulo 4

Chegou a hora de pedir a baixada de electricidade, mas não existe uma filial da EDP nesta pequena vila Minhota, mas à uma casa comercial em que tratam eles do assunto. Foi-se lá pedir informações sobre como proceder para se ter corrente eléctrica no terreno, e para cúmulo dos cúmulos a pessoa à frente do balcão não sabe de nada, ou seja mais um EMPREGADO como à muitos.
O empreiteiro precisa de saber onde meter as caixas onde vão ficar os contadores da água e luz e não à quem nos informe, quando foi para pagar €75 por 3 caixas para os ditos contadores nem pestanejaram, até sabiam quantas caixas eram precisas…entretanto fez-se o pedido à EDP do orçamento, poucos dias depois recebo um telefonema dum técnico a dizer que não pode dar o dito orçamento sem ter as caixas no local onde são para ficar, é claro que explico que na casa comercial ninguém me soube explicar, e ele diz-me para as por o mais perto dum poste eléctrico…
Fiz um telefonema para o empreiteiro o qual no dia seguinte foi colocar as ditas caixas no sítio. Mais um telefonema para um número azul da EDP, para informar que as caixas já se encontravam no sítio, dias depois chega uma carta da EDP a informar-nos que faltavam “peças” na portinhola (caixa de fusíveis), lá fomos nós novamente à casa comercial falar com o EMPREGADO, e pedir informações sobre o assunto, e não é que o dito cujo sabia o que faltava?!?!?!, pois é faltavam o fecho da portinhola e um fusível, ou seja lá desembolsarmos mais €18 e sem mais demoras fui EU lá por os componentes que faltavam e novo telefonema para a EDP. Passados 4 dias, nova carta a dizer que faltava material na portinhola, novo telefonema para a EDP e chegou-se à conclusão que tinha sido um lapso enviaram 2 cartas iguais em dias diferentes…
Agora espera-se o dito orçamento…

Capitulo 3

Depois do preenchimento de papelada, telefonemas, idas do Arquitecto à Câmara, finalmente a coisa parecia encaminhada e finalmente o projecto foi aprovado.Lá se pediu a licença de construção, o alvará e lá ficámos à espera. Entretanto à que pedir informações sobre as baixadas de Água e Luz ou seja , mais uma batalha…
Foi-se aos serviços da Câmara e lá nos foi informado que para pedir orçamento de água para o terreno, precisava-se do documento comprovativo de que o terreno era nosso, e do alvará da obra, é claro que este ultimo ainda não o tínhamos.
Finalmente chegou a carta para se ir pagar a licença(alvará), seja, pagá-la mas ir busca-la 2 semanas depois, voltou-se à Câmara e perguntou-se se o comprovativo de pagamento não servia para pedir a dita água, pois nessa folha já vinha o número de alvará, mas não, foi-nos informado por uma empregada, realmente era mesmo EMPREGADA, que só se podia pedir a dita cuja com a licença, realmente fez-me confusão estas burocracias!
Finalmente a licença nas mãos, ali estava ela toda reluzente à espera que alguém lhe desse utilidade e lá fomos novamente à Câmara pedir a água, e desta vez fomos atendidos por um senhor bastante simpático e este TRABALHAVA realmente, tratou-se de tudo e no fim foi nos informado que podíamos ter pedido a licença com o COMPROVATIVO que tal que tínhamos mostrado a EMPREGADA anterior, fiquei fulo é claro que fiquei fulo, “Eles falam, falam, falam e não os vejo a fazer nada…” , quanto menos fazem ,menos querem fazer!. Enfim

05/02/2007

Capitulo 2

De novo lá fomos chamados novamente ao Arquitecto, "corremos" o mais que podemos para saber noticias frescas, bom realmente eram fresquinhas foi como um balde de água fresca deitada pelas costelas abaixo! O projecto tinha sido chumbado, não pela Câmara mas sim pela REFER, para quem não sabe o que é, REFER = Rede Ferroviária Nacional. No projecto a casa vinha a 1,5 m da rampa da linha, esta medida tinha sido confirmada pela Câmara Municipal quando o Arquitecto o perguntou. Mas a medida era 1,5 m + 10 metros!! Já nos tínhamos habituado á casa no papel, já tínhamos feito planos e agora tinha que ser refeita, começar novamente. Realmente foi uma batalha para o Arquitecto visto o terreno ter pouca profundidade e ter muita frente, mas lá deitou mãos à obra e recomeçou o projecto. Quanto à REFER, tivemos que pedir para delimitarem o terreno para no futuro não termos mais problemas, e realmente foi delimitado e PAGO, meteram lá uns marcos de cimento e cobraram a meu ver o preço de ouro, mas enfim o que não se paga neste País?

Capitulo 1

O arquitecto chama-nos o projecto está pronto para ser enviado para a Câmara Municipal para ser apreciado e assim foi, mais uma etapa desta caminhada tinha sido alcançada. A coisa estava a andar, logo, logo iamos ter o nosso espaço só nosso, bem quer dizer, do BANCO…
Começou-se a fazer planos, a ver tijoleiras, banheiras tudo o que faz falta numa casa. Como vivemos perto de Espanha demos lá um saltito para ver se os preços eram mais baixos que os praticados em Portugal (pelo menos o IVA assim o é, 17%).Vejam lá que descobrimos loiça made in Portugal mais barata que em Portugal, e esta heim…?!?!?

Começar do zero.

Foi á cerca de 2 anos em que eu e a minha mulher começamos a pensar seriamente em fazer casa, foi-se falando, pedindo uns orçamentos, fazendo umas simulações.
Já tínhamos terreno onde o fazer a construção apesar de ser a uns escassos metros de uma linha-férrea, concerta que os abanões da passagem duma automotora não seriam maiores que os abanões dados por certos políticos…
Á cerca de um ano foi-se falar com vários Arquitectos e saber preços e descobrimos um bastante simpático, e com um preço “apelativo” e decidimos então começar a grande jornada, se é que se pode chamar assim.

Introdução.

Reconhecendo que talvez venha a cair no ridículo, decidi fazer este blog que não é mais que um desabafo do meu consciente e que acaba por ser também uma ajuda para os que estão a pensar construir casa.
Informo desde já que este blog não é aconselhado a pessoas com problemas cardíacos e se os têm e pensa em construir pois então esqueça, vá para o parque de campismo...